General Note
Cantiga dirigida a um grande senhor (um Infante não identificado) que tardava a entregar o cavalo prometido para a zona de guerra. O trovador faz uma descrição imaginária desse tão prometido animal, comparando-o, nomeadamente, à Besta Ladrador, animal fabuloso das novelas de Bretanha1 (e cuja caraterística principal era exatamente aparecer e desaparecer subitamente). A descrição detalhada do prometido cavalo, assentando exclusivamente na enumeração de paradoxos, de pares de propriedades que desafiam o princípio da não contradição (não é gorda nem é magra, por exemplo), é um original modo de indiciar a penúria ou a falta de palavra do Infante.
De resto, atendendo à cronologia provável de Fernando Esquio e também a referência que faz à fronteira de guerra, não é impossível que este Infante fosse D. Sancho (futuro Sancho IV de Castela), podendo neste caso inserir-se a cantiga no contexto do conflito sucessório que manteve com seu pai, Afonso X.
Acrescente-se que as duas últimas estrofes só vêm no Cancioneiro da Biblioteca Nacional e em muito mau estado, tornando a sua reconstituição quase impossível.
De resto, atendendo à cronologia provável de Fernando Esquio e também a referência que faz à fronteira de guerra, não é impossível que este Infante fosse D. Sancho (futuro Sancho IV de Castela), podendo neste caso inserir-se a cantiga no contexto do conflito sucessório que manteve com seu pai, Afonso X.
Acrescente-se que as duas últimas estrofes só vêm no Cancioneiro da Biblioteca Nacional e em muito mau estado, tornando a sua reconstituição quase impossível.
References
1
Pichel, Ricardo
(2019),
"O maldizer e o universo artúrico en Esquio", Olga, Revista de poesia galega en Madrid
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