Nota geral
Ao que tudo indica, esta cantiga é uma sátira a um rico-homem arruinado ou sovina, que parte de Lisboa para se recolher às suas terras minhotas, talvez por não poder (ou não querer) suportar o custo de vida na corte. De qualquer forma, o percurso indicado, e no qual assenta grande parte da ironia da cantiga - Lisboa, Leiria, Seia, e Entre-Douro-e-Minho - não é o mais evidente. Talvez Seia, seja apenas incluída pela evidente homofonia com "ceia”; ou talvez haja uma qualquer alusão específica que nos escapa.

