Mal conselhado que fui, mia senhor

Nota geral

Dirigindo-se à sua senhora, o trovador confessa que foi uma insensatez conhecê-la, pois desde então não deixou de sofrer. Quem lhe dera, pois, nunca a ter visto, nem ter visto aquele que tal conselho lhe deu, nem aquele que o introduziu na sua presença; nem ter vivido tal dia! A partir desse dia só conheceu sofrimento, agravado pelo facto de pensar nela obsessivamente. Quem o aconselhou a conhecê-la decerto queria o seu mal e a sua morte - sendo que o mais grave é que não morre. Pois morrer seria bem melhor do que o sofrimento de permanecer calado, sem nada nem ninguém lhe valer, nem mesmo Deus.
A única solução que encontra é, pois, queixar-se dela e do Amor enquanto for vivo.