Note-se que no Cancioneiro da Ajuda, aparece idêntica indicação, na margem de uma cantiga de Pero Garcia Burgalês. Aí, D. Carolina sugere que deverá ler-se altuxo, e que se trataria de uma anotação porventura dirigida "ao iluminador, marcando-lhe as dimensões do E, com que havia de principiar a segunda estrofe”. Mas esta explicação, talvez plausível no caso da anotação de A, não colhe, no presente caso.
Face a todas estas dúvidas, deixamos em aberto a possibilidade de a cantiga não ser da autoria de Rui Queimado, mas de um outro autor. Note-se que a cantiga apresenta, de resto, algumas características muito particulares, já assinaladas por Nobiling, pp. 211-2123 (nomeadamente a forma minha, no 1º verso, a rima anómala - ér : -er, ou a métrica).
Nota geral
Pois a sua senhora não quer que ele vá onde ela estiver, o trovador, já que é essa a sua vontade, mostra-se disposto a obedecer-lhe. Mas garante que nunca deixará de a amar, e que o seu mal se vai sabendo, através dos seus olhos (que o querem matar quando a não podem ver).
Para além do problema da autoria (que discutimos na nota inicial), a cantiga apresenta caraterísticas muito peculiares (nomeadamente a forma minha no v. 1, em vez do tradicional mia), não sendo fácil de editar. Na nota L discutimos igualmente esta questão.
Para além do problema da autoria (que discutimos na nota inicial), a cantiga apresenta caraterísticas muito peculiares (nomeadamente a forma minha no v. 1, em vez do tradicional mia), não sendo fácil de editar. Na nota L discutimos igualmente esta questão.

